Em Maringá, coleta é feita por cooperativa

Em Maringá (Noroeste), a sucata eletrônica é coletada e separada pela cooperativa Coopercanção. Pontos de coleta foram distribuídos por vários bairros da cidade para facilitar o descarte pela população. Para o transporte, a prefeitura disponibiliza um veículo e a separação do material é feita pelos cooperados no barracão também cedido pelo município. "Nós temos um contrato de prestação de serviço com a cooperativa no valor de R$ 5 mil mensais", disse a coordenadora de Logística Reversa da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Marisa Emília Ereno.
A média mensal de coleta da cooperativa é de 18 a 20 toneladas, mas esse volume vem aumentando em razão de campanhas informativas e educativas e os resultados já começam a aparecer. No mês passado, os cooperados reciclaram mais de 27 toneladas de material.
Quando foi criada, em 2004, a cooperativa atuava na reciclagem do lixo doméstico. A partir de julho de 2012, após treinamento e capacitação do pessoal, o foco passou a ser o lixo eletroeletrônico. Hoje, 12 pessoas trabalham na cooperativa. A venda dos resíduos coletados e separados na Coopercanção é feita para empresas de Maringá que trabalham com a compra e venda desse tipo de material.
O faturamento mensal varia entre R$ 15 mil e R$ 16 mil. "A gente tem recebido cada vez mais material, mas para aumentar ainda mais as doações que fazem para a gente precisaria de um pouco mais de divulgação e educação ambiental", afirmou a presidente da Coopercanção, Adélia Xavier Costa.
Atualmente, os televisores de tubo, os monitores de computador de tubo e as impressoras são o tipo de lixo mais comum recebido pela cooperativa. "A gente recebe todo tipo de material desde que não contenha substância tóxica. Dependendo do material nós desmontamos e separamos as peças. O cobre é o que tem mais valor e em todo aparelho tem cobre", disse Adélia.(S.S.)





