Uma rajada de vento de apenas sete segundos causou prejuízo em várias empresas e fez desabar uma casa na periferia de Maringá, ferindo uma criança. O vento, com intensidade de 72 quilômetros por hora medidos na Estação Climatológica da Universidade Estadual de Maringá (UEM), passou pela cidade por volta das 16 horas. Os bombeiros tiveram muito trabalho para atender o grande número de ocorrências. A mais grave foi o desabamento da casa de Maria Santos do Carmo, no Jardim Tarumã 2. Um dos filhos dela, Carlos Alexandre Santos, 10 anos, teve ferimentos leves no rosto.
A dona de casa contou que estava na residência com os dois filhos, Carlos e Alisson, 3 anos. ‘‘Quando o vento ficou mais forte tudo veio abaixo’’, relatou. A casa, com cerca de 30 metros quadrados, foi construída há quase um ano e meio pela própria família, com ajuda de um pedreiro. As quatro paredes desabaram junto com o telhado. Em setembro do ano passado, a Folha denunciou que o Tarumã 2 tem várias construções irregulares. A prefeitura alega que os moradores são donos dos terrenos, e não pode fazer nada.
O Ceasa de Maringá, que fica na PR-317, foi o local mais atingido pelo vento. O presidente da Associação dos Comerciantes do Ceasa, Edvaldo Menegasso, disse que ontem seria impossível calcular os prejuízos. ‘‘Todos tem seguro’’, avisou. Os cinco barracões e a sede da associação foram atingidos. ‘‘Foi pouca chuva. O que destruiu mesmo foi o vento e os entulhos atirados contra o telhado’’, disse o tesoureiro da associação, Claudemir Rodrigues Fernandes.

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