A situação do Instituto Médico Legal (IML) de Londrina também é precária. Há meses funciona apenas meio expediente e já acumula pelo menos 700 laudos judiciais por falta de digitação e trâmite burocrático. O Setor de Toxicologia está desativado. E a região já não conta com o Setor de Psiquiatria Forense, que funcionava junto à Penitenciária Estadual (PEL).
De acordo com o médico-chefe, Luiz Antônio Queiroz, o IML de Londrina sofre crônica falta de pessoal. Há anos não é realizado concurso público para preenchimento das vagas surgidas com aposentadorias e pedidos de afastamento ou transferência. As substituições têm sido feitas através de cessão de empregados, por empresas da cidade, ou através de cargos em comissão.
‘‘O serviço do IML é muito técnico e exige pessoal de carreira’’, destaca Queiroz. ‘‘Por isso, é necessária a realização de concurso’’, acrescenta.
Ainda de acordo com o médico-chefe, seria necessária a contratação de pelo menos 13 funcionários para os setores administrativos e técnicos, além de investimentos na infra-estrutura e o aumento da verba de manutenção - que é de R$ 330 - para pelo menos R$ 2 mil.
Luiz Antônio Queiroz revela que na semana passada foram nomeados temporariamente um médico legista, dois motoristas e cinco auxiliares administrativos. ‘‘Este pessoal já está trabalhando a todo vapor, o que vai possibilitar a atualização dos laudos e o atendimento em período integral. Entretanto, continua a necessidade de ampliar o quadro, e por concurso’’, diz.

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