Segundo a coordenadora da OPO em Londrina, Ogle Beatriz Bacchi, a parceria da regional de transplantes da cidade com as coordenações intrahospitalares já existe há 13 anos, mas com a implantação das OPOs será possível intensificar e ampliar a atuação, visando a melhoria na performance dos serviços.
''Podemos, ao longo de 2011, intensificar esse trabalho, mas para isso acontecer devemos focar na divulgação e informação. Posso garantir que as pessoas não doam por desinformação. Muitas famílias não conversam sobre isso'', diz Ogle.
De acordo com a coordenadora, o número de notificações de morte encefálica - quando há possibilidade de múltiplas doações - aumentou em relação a 2009, quando 60 casos foram registrados. ''Ano passado, foram 73 notificações, sendo que 18 se transformaram em doações e 55 foram negadas, tanto por descarte clínico ou recusa familiar'', conta.
A média de seis notificações ao mês, registrada ano passado, é apenas 1% a mais do que 2009, mas para a coordenadora em Londrina, esse número tende a aumentar se o diálogo com a comunidade for mais efetiva e esclarecedora.
''A ideia é trabalhar com uma assistente social que irá opourtunizar essa conversa sobre doação, fora da hora da morte. A intenção é visitar escolas, igrejas e demais entidades.'' (M.O.)

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