As esposas de policiais militares de Londrina devem ir hoje de manhã para a frente do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), realizar um dia de protesto pacífico. Elas, que prometem não bloquear a entrada e saída de viaturas e PMs, reivindicam a gratificação PM/Especial e o fim das punições aos policiais que participaram da paralisação de maio.
Segundo uma das integrantes do movimento, Neusa Maria dos Santos, não há previsão de quantas esposas irão comparecer no quartel. Foram convidadas as esposas de toda a ‘‘família militar’’, composta pela polícia rodoviária, florestal e bombeiros. O objetivo do protesto, explicou Neusa, é advertir o governo sobre o prazo para cumprimento das reinvindicações.
O governo estadual, informou ela, prorrogou para o dia 27 a decisão sobre o impasse. As esposas alertam para o chamado Dia D, quando pretendem coordenar uma paralisação geral dos PMs e dos demais funcionários públicos em todo o Estado. O movimento atual, esclareceu Neusa, é dissidente da Associação de Mulheres de Policiais Militares.
Uma das diretoras da Associação de Mulheres de Policiais, Maria da Conceição dos Santos, rechaçou a manifestação das esposas de Curitiba e de Londrina. Ela, falando em nome das nove diretoras, afirmou que enviaram um fax ao governo estadual informando que não reconhecem as novas lideranças. Segundo Maria da Conceição, os protestos vêm em ‘‘má hora’’ e pode prejudicar as negociações com o governo, que pode endurecer e recuar.
O sub-comandante do 5º BPM, major Devaldir Amadei, descentralizou o comando para outros locais da cidade para evitar constrangimentos, caso as esposas resolvam bloquear o quartel. Ele afirmou que não está preocupado com o protesto, principalmente porque as esposas anunciaram previamente o protesto.

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