Em Londrina, o dia foi de superlotação
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quarta-feira, 02 de junho de 2004
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
Em Londrina, o dia de ontem repetiu o caos que se instalou nos hospitais da cidade nas últimas semanas. A Santa Casa atendeu só urgência e emergência, e apesar da restrição, mais de 80 pacientes foram atendidos entre a meia-noite e as 14 horas. O hospital possui 18 leitos no Pronto-Socorro (PS), e ontem à tarde havia 53 pacientes; três deles eram pacientes que deveriam estar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) mas aguardavam vaga na Sala de Emergência, que fica no PS.
O Hospital da Zona Norte (HZN) fechou o PS ontem pela manhã, e no final da tarde ainda havia nove pacientes ocupando leitos que deveriam ser destinados às cirurgias eletivas (de menor gravidade, que são agendadas com antecedência). Segundo o diretor-geral do hospital, Paulo Roberto Gutierrez, a chegada antecipada do frio tem forçado a destinação de pelo menos 10 leitos, que deveriam ser para as cirurgias eletivas, a internações de emergência. ''Esta situação tem se repetido há cerca de um mês. Temos que administrar a crise diariamente'', afirmou.
No Hospital Universitário o PS Médico (PSM) suspendeu o atendimento às 8h20. Às 21 horas seria feita uma reavaliação da situação para ver a possibilidade de reabertura. Todos os 38 leitos, incluindo os sete do PS de espera, estavam ocupados. Segundo a assessoria de imprensa, só os atendimentos de urgência e emergência foram mantidos.
O único hospital que manteve uma situação relativamente tranquila foi o Hospital da Zona Sul (HZS), que estava com atendimento normal, apesar dos 41 leitos ocupados.


