Entre pré-escolas estaduais, municipais e particulares, Londrina conta com 210 estabelecimentos voltados para o ensino infantil, que atende crianças de 0 a 6 anos. O presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Londrina, professor Alderi Ferrarese estima que exista a mesma quantidade funcionando na clandestinidade.
O resultado é a desqualificação do ensino, com pessoas não capacitadas atendendo crianças em espaços físicos, muitas vezes, precários.‘‘Muitas garagens se transformam de uma hora para outra em escolas’’, afirma Ferrarese.
A alteração no decreto municipal nº 620/1995 feita pelo poder Executivo no ano passado agravou o problema. Com a mudança as escolas recebem primeiro o alvará de funcionamento da prefeitura e depois têm um prazo de um ano para conseguir a autorização do Núcleo Regional de Ensino. ‘‘Só que ao receber o alvará elas não buscam se regularizar’’, diz Ferrarese.
Segundo ele, o sindicato tem feito denúncias junto ao Núcleo e o Conselho Estadual de Educação, mas não tem visto resultado. ‘‘Só no ano passado fizemos quatro denúncias mas até agora nenhuma providência foi tomada’’, afirma.
A chefe do Núcleo Regional de Ensino, Maria Genoveva Belucci afirma que sempre que recebe alguma denuncia uma comissão vai averiguar a situação. Segundo o secretário Municipal de Educação, José Dorival Perez, falta recursos humanos para acompanhar todas as escolas da cidade e fazer a fiscalização.

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