Em Londrina há espaço para abrigar presas da região
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sábado, 22 de junho de 2002
Emerson Dias<BR>Reportagem Local 
Dos cinco distritos de Londrina que possuem carceragem, apenas um mantém mulheres presas. Como não há superlotação feminina, a cidade chega a receber detentas da região.
O 2º Distrito Policial (DP), localizado na zona leste, mantém 35 mulheres em celas com capacidade para 36 pessoas. Segundo o juiz da Vara de Execuções Penais, Roberto do Valle, não há problemas de indisciplina entre as encarceradas. Nos seis anos que estou na VEP, registramos apenas uma fuga de presas. E isso aconteceu há cerca de três anos, disse Valle, destacando que pelo menos quatro mulheres são de cidade vizinhas, como Rolândia e Ibiporã.
A preocupação maior na cidade é com o crescente número de autuações por tráfico. Seguindo a tendência das prisões e condenações realizadas no Paraná (veja quadro), o crime é cometido pela maioria das mulheres do 2º DP. Temos apenas um caso de tentativa de homicídio e alguns outros ligados a furto e roubo. A cidade é tranquila e não têm presas perigosas, afirmou Valle.
Apesar de dividir o prédio com 36 encarcerados, as mulheres contam com seis celas separadas, incluindo uma com banheiro privativo para atender as mães. O 2º DP mantém uma presa grávida e uma com bebê de colo.


