Em Londrina, grupo propõe que a tarifa social seja ampliada
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de julho de 2001
Edna MendesDe Londrina 
A Central de Movimentos Populares de Londrina entregou ontem ao gerente metropolitano da Sanepar, Paulo Kishima, uma proposta para a inclusão de mais 2 mil famílias carentes na tarifa social, que é uma taxa especial, mais barata, para quem corresponde aos requisitos exigidos pela empresa. Cerca de 50 moradores de diversos bairros da cidade estiveram na Sanepar para pedir também a mudança dos critérios adotados pela empresa para o cadastro à tarifa social.
Junto com a proposta também foi entregue uma abaixo-assinado com 2 mil assinaturas. Outra reivindicação da central é que a Sanepar abra novas possibilidades de negociação com os clientes inadimplentes e parcele as dívidas com água em prestações de R$ 5,00. Segundo a Sanepar, a empresa tem hoje, em Londrina, cerca de 35 mil clientes inadimplentes, o que gera uma dívida de aproximadamente R$ 7 milhões. A central estima que cerca de 70% dos inadimplentes podem ser incluídos na tarifa social.
O coordenador da central, Edgar Campos de Souza, disse que as exigências da Sanepar para a inclusão de um cliente na tarifa social precisam ser modificadas para realmente beneficiar os carentes. Hoje, quem deve para a Sanepar não tem direito a tarifa social e quem parcela a dívida também não tem direito. Nós vamos até as últimas consequências para tentar mudar essa situação, afirmou. Souza disse ainda que vai solicitar uma audiência pública na Câmara de Vereadores para discutir o problema.
Segundo a Sanepar, para ter direito à tarifa social o usuário precisa ter uma renda de até dois salários mínimos, consumir até 10 metros cúbicos de água e morar em uma casa de até 60 metros quadrados. Hoje, cerca de 900 clientes se encaixam nesse perfil e portanto são beneficiados com a tarifa social.
Os moradores também reclamam que após o corte do fornecimento de água e a retirada dos cavaletes, a Sanepar estaria cobrando cerca de R$ 90,00, para reinstalar o equipamento. A empresa negou essa cobrança e informou que a primeira instalação de cavalete custa R$ 120,00 e a reinstalação R$ 27,00.
Paulo Kishima disse que a Sanepar vai analisar cada um dos casos apresentados pelos moradores e que, em aproximadamente um mês, a empresa poderá se posicionar sobre as reivindicações.


