Para o assessor jurídico da Associação dos Transportadores de Resíduos de Curitiba e Região (Acertar), Odair Sanches, um dos ''pontos de estrangulamento'' do setor é justamente a pequena quantidade de aterros e usinas, além da distância desses locais. ''Se você for levar uma caçamba da Região Sul de Curitiba até a Usina em Almirante Tamandaré, vai dar 35 km, é muito longe. É só fazer as contas de quantas caçambas chegam lá para ver que muitas acabam em aterros domésticos'', diz.
A Secretaria do Meio Ambiente do Paraná não soube informar a quantidade de usinas e aterros licenciados no Estado. Londrina, segundo o secretário municipal do Ambiente, José Faraco, tem um aterro licenciado, mas há pedidos de licenciamento para novos aterros em andamento. Na região de Curitiba, há quatro empresas de reciclagem de redíduos da construção civil: a Usipar (Usina de Reciclagem Paranaense), em Almirante Tamandaré; Soliforte, em Colombo; Tibagi Ambiental, em São José dos Pinhais; e Essencis, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Além dessas, outra empresa está em processo de licenciamento. (M.G.)

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