Depois do vendaval, muito trabalho nas regiões Norte e Oeste do Paraná na tentativa de amenizar os estragos da chuva, que destelhou casas e derrubou árvores. Ontem o tempo continuou nublado e chuvoso ontem, o que dificultou o trabalho dos bombeiros e das famílias.
Em Londrina, todo o efetivo da Defesa Civil municipal, cerca de 70 funcionários, trabalhou durante todo o dia na remoção e poda de árvores pela cidade. Conforme o tenente-coronel Jorge Luiz Pereira, coordenador regional da Defesa Civil estadual, os bombeiros não registraram nenhum ferido em decorrência da chuva.
''Problema maior é o retorno da chuva, que prejudica o serviço da Copel e dificulta a remoção do entulho'', comentou Pereira, alertando para outro problema que ocorre após tempestades: famílias que decidem consertar os estragos nas residências, principalmente o telhado, debaixo de chuva. ''É um risco, mas se o indivíduo decidir consertar, deve esperar a chuva parar e não trabalhar sozinho. Ter sempre um familiar ou vizinho junto para evitar acidentes.''
Pereira lembrou que 95% dos recursos da Defesa Civil municipal foram empregados na recuperação da Zona Norte, região mais afetada. Segundo o presidente da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina, João Alberto Verçosa Silva, o loteamento irregular Nossa Senhora Aparecida foi o mais devastado. Lá, 200 barracos foram danificados pela tempestade e pelo menos dez casas foram completamente destruídas, mas os moradores não quiseram deixar o local. ''Eles preferiram ficar por lá para cuidar dos pertences''.
O município trabalha agora no apoio às famílias, seja com cestas básicas ou lonas. ''O Provopar recebeu diversas doações de telhas, materiais de construção, colchões, cobertores, roupas.'' Silva ressaltou que foi um milagre o vendaval não ter deixado feridos, já que as famílias vivem em moradias bastante precárias.
Energia
Equipes da Copel que trabalharam durante toda a noite de anteontem, na manutenção da rede elétrica em Londrina e região, conseguiram reduzir o número de domicílios sem luz de 12,7 mil para 2,8 mil até a tarde de ontem. No Jardim Maria Cecília II, foi preciso repor os cabos de seis postes que haviam sido trocados anteontem e foram roubados.
Nas regiões de Apucarana e Cornélio Procópio, 1.350 domicílios estavam sem energia na tarde de ontem. Nova tempestade deixou sem luz as cidades de Alto Porã, Manoel Ribas, Sabáudia e uma parte de Cambira. Essas localidades já foram religadas mas, como a chuva se dirigia a Londrina, era difícil prever quando os serviços seriam normalizados.
Até a tarde de ontem, foram registradas as quedas de 75 postes em toda a região, principalmente por árvores caídas sobre a rede. Em Barbosa Ferraz (Oeste) a agência de atendimento da companhia permaneceu alagada durante todo o dia.
Segundo a Sanepar, a única localidade em Londrina que permanecia sem abastecimento de água na manhã de ontem era o Distrito de Irerê (Zona Sul), onde vivem 550 famílias. Em Rolândia (Norte), onde a queda de energia desativou o sistema de fornecimento de água, o abastecimento seria reestabelecido gradativamente. (Colaborou Silvana Leão)

Serviço:
Prejuízos causados pelas chuvas devem ser informados pelo telefone 193, do Corpo de Bombeiros, que centraliza as demandas. Em Londrina, interessados em doar alimentos, roupas, colchões, cobertores e material de construção devem ligar (43) 3315-2203.

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