Depois de vários incidentes e casos de trotes que tiveram um desfecho trágico nos últimos anos, universidades de todo o País resolveram proibir de vez qualquer tipo de atividade que colocasse em risco a integridade moral e, principalmente física, do estudante.
Em Londrina, o próprio Código de Posturas proíbe a prática, como define o trecho do artigo 56: ''É expressamente proibido nas vias, nas praças e nos logradouros públicos, no âmbito do Município, realizar a prática estudantil denominada trote.''
Com base no regimento interno, desde 1999, a Universidade Estadual de Londrina (UEL) apoia a política da não realização ao trote violento, tanto que este ano está promovendo a Campanha pela Não Violência na Recepção dos Ingressantes, na qual estudantes que presenciem ou passem pela situação podem denunciar a prática. A punição para quem for flagrado comentendo trote dentro das dependências da UEL pode variar de uma suspensão até mesmo à expulsão, com abertura de processo administrativo disciplinar.
''Diferentemente de anos anteriores, em 2009 há uma comissão na qual cada curso promove uma recepção aos calouros. Os alunos poderão participar de atividades diversas, com destaque para as ações solidárias e de alcance social. Qualquer sugestão ou prática que não esteja alinhada com a instituição, poderá ser notificada à Comissão'', comentou Éverson Casarin, Chefe de Divisão de Políticas de Graduação da UEL.
Segundo ele, as ações variam a cada ano, mas são promovidas atividades que, de alguma forma, tragam benefícios à sociedade. ''As atividades mudam todo ano, alunos já promoveram arrecadação de alimentos, campanha de doação de sangue, visita a asilos e triagem (pressão, diabetes) em transeuntes no Calçadão, por exemplo.'' Em Londrina, além da UEL há outras instituições particulares que também realizam ações solidárias.

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