Em Londrina, ato reúne só 250
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segunda-feira, 31 de agosto de 1998
Lúcio Horta 
Em Londrina, a manifestação reuniu cerca de 250 pessoas no Calçadão da Avenida Paraná (área central), em frente ao banco Itaú, onde foi montado um palanque. Além de discursos contra o governo estadual e a política salarial adotada para a categoria, houve apresentação de números de música e de dança, incluindo a Dança do Desempregado, um rap do cantor carioca Gabriel, o Pensador.
Até o começo da tarde, o Núcleo de Ensino da Secretaria de Educação em Londrina não tinha concluído um levantamento que deveria apontar qual o número de escolas da região que pararam para participar da manifestação. A expectativa era de que a adesão não tivesse alcançado os 50%. O núcleo de Londrina da APP-Sindicato também não tinha um levantamento, mas acreditava, ao contrário, que a maioria das escolas tinham parado.
A base da APP-Sindicato é formada por cerca de 4,5 mil escolas da região, em 20 municípios diferentes. Somente em Londrina, são 70 escolas. Além dos manifestantes que foram ao Calçadão ontem de manhã, outros seis ônibus com professores saíram de Londrina para participar do protesto em Curitiba.
Luís Martins de Lima, diretor do núcleo da APP-Sindicato, disse que hoje um professor em início de carreira ganha, na rede estadual, um piso de R$ 253,00 para uma jornada de 20 horas semanais. A reivindicação da categoria é um piso de R$ 1.150,00 para 40 horas. Isso é apenas a reposição da defasagem dos governos (Roberto) Requião e Álvaro Dias, afirmou.
O sindicalista destacou, porém, que a principal batalha da categoria é pela aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), que está tramitando na Assembléia Legislativa desde 17 de julho mas ainda não foi à votação, e a revogação do Paraná Educação. Esse plano do governo é o início da privatização da escola pública no Paraná, acusa Martins.


