A Polícia Ambiental recolhe de 10 a 15 pássaros por semana na região de Londrina. A punição para os criadores é administrativa e penal. A multa é de R$ 500,00 por exemplar, desde que não esteja na lista dos ameaçados de extinção. Neste caso, o valor sobe para R$ 5 mil. A reincidência no mesmo tipo de crime implica em valor duplicado. As informações são do cabo Ricardo Franco Lemos, responsável pelo setor de relações públicas.
O criador autuado também responde a um termo circunstanciado e pode pegar pena de um a cinco anos de prisão. Normalmente, a punição é revertida para penas alternativas. Com relação a outros tipos de animais, o procedimento é semelhante.
Após o recolhimento, a maior preocupação dos policiais ambientais é encaminhar o animal recolhido ao melhor destino possível. Quando o flagrante ocorre no momento da apreensão irregular do exemplar, é possível fazer a soltura imediata. Nesses casos, é feita foto para documentar a soltura e iniciar o processo de responsabilização do criador clandestino. Outra alternativa é encaminhar para instituições, como o Parque das Aves, em Apucarana, que proporcionam a readaptação à natureza.
Os recolhimentos mais comuns, explica Franco, são de aves mantidas irregularmente em cativeiro, destinadas tanto para criação como hobby quanto para comercialização. A manutenção de pássaros não autorizados, porém, pode resultar em dor de cabeça para o responsável. ''É importante alertar os criadores que se tiverem 200 passarinhos regulares e um irregular, toda a criação é considerada irregular'', destaca.
Os alvos mais comuns dos criadores de pássaros silvestres são: trinca-ferro, sabiá, coleirinha, azulão e curió, entre outros. Os donos de animais irregulares podem livrar-se de punições por meio da entrega voluntária às autoridades ambientais. Por outro lado, os animais exóticos, que não pertencem à fauna brasileira, podem ser criados em cativeiro. O ideal, na opinião de Franco, é que não existissem animais presos.
Segundo a chefe regional do Ibama, Neusa Maria Emídio, os animais recolhidos são enviados para zoológico ou criadouro autorizado, inclusive em outros estados. O problema, segundo ela, é que muitos passam muitos anos em cativeiro e dependem de avaliação para saber se tem chances de sobrevivência. ''Hoje, temos defasagem de locais para encaminhar os animais'', diz. O Ibama mantém uma Linha Verde para recebimento de denúncias: 0800-616060. (F.R.F.)

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