IMUNIZAÇÃO -

Em Londrina, 500 pessoas deixaram de tomar a segunda dose contra Covid-19

Secretaria municipal de Saúde busca 300 idosos e 200 trabalhadores de saúde que não completaram o esquema vacinal

Micaela Orikasa - Grupo Folha
Micaela Orikasa - Grupo Folha

 

Em Londrina, 500 pessoas deixaram de tomar a segunda dose contra Covid-19
Micaela Orikasa/Grupo Folha
 



Para estimular o corpo a produzir um número maior de anticorpos e garantir a proteção desejada contra a Covid-19, todas as pessoas que tomaram a primeira dose da vacina precisam ficar atentas para a aplicação da segunda dose. O intervalo de aplicação entre doses é de até 28 dias no caso da vacina CoronaVac (Sinovac/Instituto Butantan) e de três meses para a AstraZeneca (Oxford/Fiocruz).


Em comparação com uma semana atrás, o número de pessoas que não agendaram a vacina no site da Prefeitura de Londrina diminuiu consideravelmente, mas ainda há 500 cadastros sem o registro da segunda dose. Destes, 300 são idosos e 200 são profissionais da área de saúde. 


 

Em Londrina, 500 pessoas deixaram de tomar a segunda dose contra Covid-19
Micaela Orikasa/Grupo Folha
 



O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, diz que ainda não há um entendimento consolidado pela pasta sobre essas ausências, mas ele comenta que situações como a falta de acesso à internet ou outras dificuldades no agendamento são improváveis. "Nós temos os locais com todo o suporte para ajudar o público-alvo, especialmente os idosos. Nos centros de convivência e nas escolas, eles conseguem ter acesso à internet, tirar dúvidas", diz. 


Para Machado, uma das explicações seria uma mudança de endereço e até de trabalho. "Tem alguns profissionais que mudaram de local de trabalho e acham que isso interfere no processo. Como esse número ainda persiste, nossas equipes estão fazendo contato telefônico com base nos cadastros para que todos cumpram o protocolo de vacinação", afirma. 


Para conferir o status do cadastro e realizar o agendamento, acesse o Portal da Prefeitura e insira o CPF da pessoa cadastrada. 



Leia mais: Paraná faz mutirão para aplicar segunda dose de vacina contra a Covid-19


VACINÔMETRO

Dados do vacinômetro da Covid-19 em Londrina mostram que até o dia 11 de abril, 87.168 pessoas receberam a primeira dose e 22.651, a segunda dose. 



 

Em Londrina, 500 pessoas deixaram de tomar a segunda dose contra Covid-19
Gustavo Carneiro - Grupo Folha
 



PERGUNTAS E RESPOSTAS

O que fazer após tomar a primeira dose da vacina?

Aguardar a data da segunda dose mantendo os cuidados como máscara, distanciamento social e higiene das mãos.


O que fazer após receber a segunda dose da vacina?

Manter uso de máscara, distanciamento social e higiene das mãos até que uma boa parcela da população (pelo menos 50%) esteja devidamente imunizada e a circulação do vírus caia drasticamente. Quando isso acontecer, uma retomada mais ampla das atividades pode ser feita lentamente com segurança.


Posso ter Covid-19 após tomar a vacina?

Sim. Os estudos mostram que os vacinados têm muito menos chances de se infectar com o vírus, e quando isso acontece os sintomas são mais leves. Ainda assim, os pesquisadores não descartam casos graves ou mortes, mas esses são casos raros.


Posso transmitir o vírus após tomar a vacina?

Sim. É possível que a pessoa se infecte e tenha uma infecção mais leve ou sem sintomas. Isso indica que a transmissão ainda é possível, mesmo que em uma intensidade menor. Dados não conclusivos indicam que algumas vacinas podem barrar a transmissão em algum nível, o que é um boa notícia, mas ainda precisa ser confirmada.


Se eu não tiver nenhuma reação após tomar a vacina, significa que ela não funcionou?

Não. Cada organismo responde de maneira diferente ao imunizante. Mesmo sem ter efeitos comuns como febre e dores, a vacina pode funcionar.


Posso fazer algum teste para saber se a vacina funcionou?

Não. O teste rápido (sorológico), que mede anticorpos contra o vírus e pode ser comprado em farmácia, ainda fornece resultados muito frágeis. Além disso, nossa resposta imunológica não é formada só por anticorpos, há outras moléculas que nos protegem e que não são detectadas com testes simples, diz Maura Salaroli, infectologista do Hospital Sírio-Libanês. (Com Everton Lopes Batista - Folhapress)



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