Dos 1.441 paranaenses que esperam por um rim, 321 são de Londrina e região, o que representa 22% do total. De janeiro a dezembro do ano passado, o Hospital Evangélico e a Santa Casa realizaram 38 transplantes de rim, somando-se os doadores vivos e os falecidos. Segundo a chefe da Central de Transplantes da Regional Norte, Ogle Beatriz Bacchi de Souza, as doações no Paraná vêm aumentando, mas o potencial de crescimento ainda é bastante expressivo. "No ano passado, dos 195 potenciais doadores identificados [de todos os órgãos], 66 se transformaram em doadores. Melhorou muito, foi um marco histórico. O maior marco até então havia sido 37, mas ainda tem uma possibilidade grande de doadores", disse Ogle.
O Paraná encerrou 2015 com 21 doadores para cada um milhão de habitantes. Em Santa Catarina, foram 32 doadores para cada um milhão de pessoas. "Temos que trabalhar muito ainda, atuando na política de doação e envolvendo e capacitando profissionais. Não é um trabalho só com a família", afirmou a chefe da Central.
O nefrologista Anuar Matni também reconhece a evolução no sistema de transplantes de órgãos. "As centrais de transplante estão mais organizadas. Melhorou a captação de órgãos e a distribuição de medicamentos para evitar a rejeição." (S.S.)

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