Em Ivaiporã, homem é preso por invadir prédio
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segunda-feira, 09 de maio de 2005
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
Ivaiporã O vendedor de perfumes Valdemir Marrafon, 39 anos, está preso na Delegacia de Ivaiporã (110 km ao sul de Apucarana). Ele é acusado de dano ao patrimônio público e de atentar contra a segurança ou funcionamento de serviço de utilidade pública, por ter invadido o prédio da Vara do Trabalho com seu carro, um Santana. Ele alegou à polícia que estava revoltado com uma decisão da justiça, que o condenou a pagar R$ 23 mil a um ex-funcionário.
O caso aconteceu na tarde de domingo. O carro derrubou o portão de metal, ganhou o pátio, destruiu as portas de vidro do prédio e danificou uma divisória. Segundo a polícia, depois de parar o veículo, entalado no corredor interno principal, Marrafon arrombou a porta da sala onde funciona Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e quebrou um computador. Ele foi preso em flagrante pela Polícia Militar.
Antes de ''invadir'' o imóvel federal, ainda de acordo com a a polícia, ele havia jogado um tijolo na sede do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, danificando uma vidraça.
Segundo o depoimento dado ao delegado Gustavo Vieira Bianchi, o vendedor teria se revoltado com a decisão da justiça trabalhista. ''Ele mostrou muita revolta porque o rapaz trabalhou com ele durante apenas dez meses'', explicou Bianchi. O rapaz teria prestado o serviço sem registro profissional.
No mesmo depoimento, Marrafon afirmou que não estava embriagado, mas disse que está passando por tratamento psicológico. Ele tem pelo menos dois antecedentes na comarca. Na primeira, ele foi preso por embriaguez ao volante. A segunda por ter incendiado uma casa habitada. De acordo com o delegado, se o juiz da comarca assim entender, o réu poderá ser julgado pela Justiça Federal, já que o imóvel danificado é patrimônio da União.
Cid Gerard, o diretor de secretaria da vara onde trabalham dez pessoas disse que o atendimento ao público e a realização das audiências não serão prejudicados. Ele estima que o prejuízo alcance R$ 5 mil. Os reparos de serralheria devem ser concluídos ainda hoje. Já a reconstituição da fachada e o conserto das divisórias só devem estar prontos em uma semana. Se condenado pelos crimes, Marrafon pode pegar oito anos de detenção.


