Londrina – Os técnico-administrativos do Hospital Universitário (HU), do Ambulatório de Especialidades (AEHU) e do Campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL) entraram em greve ontem. Os servidores do HU se mobilizaram logo de manhã e protestaram em frente ao hospital alegando más condições de trabalho. Eles exigiram a contratação de 200 funcionários para a instituição, reivindicando a abertura de uma UTI que está fechada, e também protestaram contra a transferência de mais de 30 mil aposentados do Fundo Financeiro para o Fundo Previdenciário da Paranaprevidência.
No primeiro dia de paralisação, a Assuel Sindicato reuniu dezenas de servidores em frente ao pronto socorro do HU e estendeu faixas com as suas reivindicações. Técnicos de enfermagem saíram de seus postos de trabalho conforme os pacientes dos quais cuidavam recebiam alta hospitalar.
O secretário geral e diretor da Assuel Sindicato, Adão Brasilino, ressaltou que, por enquanto, a greve é por tempo indeterminado. Ele disse que o hospital deixará de receber novas internações enquanto o movimento tiver continuidade. "Vamos continuar atendendo os pacientes encaminhados pelo Samu e Siate, mas as novas internações serão suspensas", frisou. Brasilino afirmou que uma assembleia irá avaliar na terça-feira se dará continuidade ou não a esse movimento.
"Temos 800 servidores a menos na universidade e 160 a menos somente no HU. Ontem (quinta-feira) tínhamos nove pacientes entubados no pronto socorro, 11 pacientes na ala masculina e uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) fechada. Muitos deles não chegam na UTI porque não tem vaga para todo mundo. Têm pacientes que entram, são entubados e vão a óbito dentro do pronto socorro, dentro da ala masculina ou dentro da enfermaria, porque não surge um leito de UTI para eles. Ontem (quinta-feira) tínhamos 20 pacientes esperando um leito de UTI. Não têm leitos para todos." Ele ressaltou que o pronto socorro, que tem capacidade para 43 pacientes, possui 11 funcionários no plantão. "Hoje (ontem) ele amanheceu com 95 pacientes", disse indignado.

IMPACTO
A superintendente do HU, Elizabeth Ursi, afirmou que essa greve impacta na saúde do município, mas garantiu que está trabalhando para que ela termine o mais rápido possível. "Como estamos atendendo somente os casos que são encaminhados pelo Samu e Siate, orientamos à população que não vá ao HU, que procure as unidades básicas de saúde de sua região para serem atendidas. Caso seja necessário, a central de regulação irá encaminhar a pessoa ao hospital. Estamos fazendo o possível pra atender com a maior qualidade possível. Os funcionários estão colaborando para isso."

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