Em Foz, protesto é contra falta de professores
O Núcleo Regional de Ensino de Foz do Iguaçu, responsável por 57 escolas de dez municípios da região Oeste, fez um teste seletivo emergencial para tentar suprir a falta de professores. Somente em Foz, dez das 24 escolas estão com pelo menos uma disciplina sem ser ministrada em classe.
Aliada à operação tartaruga dos professores (que reduziram a aula de 45 para 30 minutos) e da possibilidade de paralisação definitiva, a falta de matérias pode pôr em risco o ano letivo. Desde terça-feira, cerca de 2 mil alunos do período noturno de três escolas protestam contra as horas vagas. Os alunos precisam cumprir 134 horas/ano. Do jeito que está não conseguiremos a aprovação, disse o aluno da Escola Estadual Paulo Freire, Ricardo Benedito Jacinto Junior, 19 anos.
A chefe do Núcleo, Elzile Bonassina, disse que a cidade necessita atualmente de 14 professores para oito disciplinas. Estamos com 250 horas em aberto. No último concurso realizado em março, por exemplo, não houve candidatos inscritos para as vagas de física, disse Elzile. No concurso de emergência, os professores foram selecionados pela formação acadêmica. As contratações estão previstas para começar segunda-feira.
O Núcleo de Foz também acompanha a mobilização dos professores. Ontem, apenas 14% das escolas tinham aulas normais (45 minutos) contra 11% funcionando parcialmente e 75% com apenas 30 minutos/aula. Em toda a região o levantamento do órgão registrou 89% de apoio ao movimento.





