Em Foz, funcionalismo começa se mobilizar
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terça-feira, 17 de outubro de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
O Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi) começou ontem a mobilizar a categoria para receber os salários atrasados da prefeitura, que não informou qual seria data dos pagamentos.
Segundo a diretora do sindicato, Cacilda Tavares, apenas 1,6 mil dos 4 mil funcionários receberam o dinheiro. Foram pagas as pessoas ligadas à Secretaria de Educação. O restante não faz a mínima idéia de quando irá receber, disse Cacilda, destacando que os salários estavam atrasados há 12 dias.
As manifestações foram silenciosas ontem. Muitos servidores deixaram de ir ao trabalho, aguardando as informações em casa. O setor mais prejudicado foi o da saúde. Dos 24 postos de Foz do Iguaçu, apenas três funcionaram normalmente. O pessoal do Departamento de Serviços de Foz do Iguaçu (DPSM) também cruzou os braços. A previsão para hoje é ampliar a adesão à greve, paralisando creches, Guarda Municipal e até a Fundação Cultural.
Também iniciaremos as manifestações em frente à Prefeitura. Queremos saber se o adiantamento vai sair ou não, justificou a diretora do Sismufi, referindo-se ao à possibilidade de ser usado dinheiro do ICMS arrecadado. O depósito será efetuado hoje, mas, segundo informações de funcionários ligados ao prefeito Harry Daijó (PPB), o destino da verba foi direcionado a outros débitos durante uma reunião realizada ontem.
Como os cofres públicos voltam a receber dinheiro somente no dia 25, data em que são depositados mensalmente os royalties da Itaipu, os servidores deverão manter a greve por tempo indeterminado, já que este dinheiro que não pode ser usado para quitar dívidas com o funcionalismo.
A Folha tentou ouvir o prefeito Daijó, o secretário de Governo, o diretor de Arrecadação e até mesmo o diretor de Comunicação da Prefeitura. Nenhuma das pessoas procuradas retornaram as ligações.


