Em Foz do Iguaçu, guarda 'substitui' Polícia
Dos 310 guardas municipais que atuam em Foz do Iguaçu, apenas 15 desempenham trabalhos internos. O restante trabalha nas ruas, orientando e fiscalizando o trânsito, protegendo eventos, atendendo cidadãos e fazendo trabalhos tipicamente policiais, como apreensões de drogas e armas.
''As ocorrências policiais já representam 25% do nosso trabalho. Não era a finalidade inicial, mas por falta de policiais a gente acaba ampliando as funções. Há guardas municipais até no cadeião, fazendo revistas, ou transportando adolescentes infratores'', diz o inspetor de área Josnei Fagundes, responsável pelo treinamento disciplinar.
Segundo ele, todos os guardas são concursados e passam por treinamento semelhante ao da Polícia Militar (PM), com cerca de 600 horas de aulas teóricas e práticas. Depois de formados, recebem armas, coletes à prova de balas, rádios e outros equipamentos necessários. Metade do efetivo trabalha como agente de trânsito, já que o serviço é municipalizado. Fagundes salienta que a Guarda não precisa atuar na vigilância de prédios públicos, porque a prefeitura já dispõe de 230 vigias.
O custo de manutenção da Guarda Municipal em 2005, de acordo com o inspetor, foi de R$ 12 milhões, incluindo a folha de pagamentos. Além do caixa da prefeitura, Foz recebe recursos da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Já foram feitos cerca de R$ 600 mil em repasses desde 2004 - um dinheiro a que Londrina não tem acesso porque não possui uma guarda formada.
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP) de Londrina, Sérgio Luiz Barroso, lembra que a lei permite a municípios que têm entre 50 mil e 500 mil habitantes montar guardas municipais armadas. Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2005 apontou a existência de 982 guardas municipais em todo o País. (V.N.)





