Em Foz do Iguaçu, cerca de 90% dos 80 policiais civis aderiram à greve, prejudicando o atendimento das ocorrências, plantões do Instituto Médico Legal (IML) e principalmente a segurança da cadeia pública da cidade, superlotada com 418 presos.
Os agentes estão promovendo a chamada ‘‘paralisação branca’’, comparecendo nas quatro delegacias mas deixando de trabalhar nas investigações e nos registros dos boletins. ‘‘Estamos apenas informando às pessoas que chegam aos distritos os motivos da paralisação’’, comentou um dos grevistas. Quem precisou da ocorrência por escrito, principalmente as que perderam objetos de valor ou automóveis, foi encaminhado para cartórios da cidade.
No IML, somente um plantonista estava trabalhando ontem. O mesmo aconteceu na cadeia pública, preocupando os moradores de Foz quanto a possibilidade de fugas e rebeliões. A prisão tem capacidade para apenas 168 presos.
Os grevistas receberam a informação que dois policiais recém-concursados seriam colocados para vigiar os detentos. Eles criticaram a ação do governo, que permitiu o envio dos novos agentes sem que os mesmo tivessem passado por curso preparatório. ‘‘Como irão cuidar dos presos se não possuem nem armas? A única coisa que a secretaria (de Segurança Pública) fez foi passar os distintivos para eles’’, comentou um dos investigadores em greve, enquanto mostrava o contra-cheque de R$ 790,00.
O presidente do Sindicato de Classe da Polícia Civil em Foz, Oscar Lewin, disse ontem que a categoria vai permanecer em greve até segunda-feira, dia em que será realizada nova assembléia geral em Curitiba. ‘‘Se nada foi decidido, a paralisação continuará.’’

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