Em Foz, bispo comanda cerimônia de lavação dos pés
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sexta-feira, 28 de março de 1997
Antônio França Sucursal de Foz do Iguaçu 
Milhares de católicos participaram ontem da celebração da Paixão de Cristo em Foz do Iguaçu. Ainda na quinta-feira, o bispo de Foz, Dom Olívio Fazza, comandou a cerimônia de lavação dos pés. Como Jesus Cristo, ele lavou os pés dos padres de todas as paróquias da cidade e disse que o gesto não representava a sua simplicidade. É um gesto de imensidão do amor de Cristo.
Ontem, logo pela manhã, católicos lotaram as igrejas espalhadas pelos bairros das cidade para lembrar a morte de Jesus Cristo. No início da tarde, o bispo celebrou missa na igreja São Paulo Apóstolo, no bairro Maracanã. Em seguida, os fiéis saíram em procissão pelas ruas do bairro até o centro da cidade.
Fazza cobrou reflexão aos católicos e disse que o povo cristão precisa refletir e aprender com a morte de Cristo. Jesus foi fiel na sua missão. Ele sabia que ia morrer e poderia ter relutado. Para isso, bastava evitar sua ida para Jerusalém. No entanto, ele viajou porque tinha que cumprir a vontade do Pai. As vontade de Deus estão aí para serem obedecidas.
O bispo lembrou a Campanha da Fraternidade desse ano e pediu que os católicos estendam a solidariedade aos presos para o resto da vida e não apenas durante a quaresma. A morte de Cristo representa a esperança, não somente para os que estão sem a liberdade física, mas para os que são dependentes de drogas, dos vícios e dos planos materiais.
Paraguai O bispo de Ciudad del Este, dom Oscar Garcete, disse que a morte do filho de Deus mostra aos cristãos a condição de pecado do homem. Memso sendo o cordeiro sem manchas, ele deu a sua vida para que o homem percebesse o quanto era pecador.
Colônias Mesmo com cerca de 12 mil árabes e quase 10 mil coreanos, japoneses e chineses que moram na fronteira, a fé católica foi respeitada. As mesquitas árabes ficaram fechadas durante todo o dia. Entre os muçulmanos, a data sagrada é durante o hamadan, em janeiro, quando fazem o jejum diurno de 40 dias.
Entre os coreanos, a maioria é de cristãos, embora haja muitos protestantes. A data foi lembrada com muita oração. Os budistas, vindos principalmente da colônia japonesa na fronteira, respeitaram a data e tiraram o dia para descansar.


