Em Foz, 90% das apreensões são de cocaína
Para a PF, o uso do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu como rota comercial de drogas deve-se à proximidade com o Paraguai de onde sai grande parte da cocaína e por haver apenas um procedimento de emigração no aeroporto. Nasser Sati explica que para embarcar para outros países por Foz é preciso fazer escala em Guarulhos (SP), mas que a fiscalização é feita apenas na origem. Ao trocar de aeronave, não é feito novo check-in e o passageiro é mantido na sala de trânsito.
Cerca de 90% das apreensões no aeroporto de Foz são de cocaína. O forte do comércio na Ponte da Amizade é a maconha que será distribuída para o sul do País. As drogas que chegam a São Paulo e Rio de Janeiro são de rotas pelo Mato Grosso do Sul. A pulverização no País revela um sistema operacional diferente do tráfico internacional, afirma Sati.
O transporte de cocaína dentro do corpo é uma tentativa do tráfico de fugir da inspeção do raio X. A droga não pode ser visualizada por meio do aparelho quando está no organismo humano.
Não faz muito tempo, o combate era feito no olhômetro. O guarda desconfiava de alguém e o abordava. Segundo o assessor da PF, agora os policiais contam com um importante suporte eletrônico. O Espectômetro é um equipamento capaz de detectar vestígios de droga nas malas, roupas e até nas mãos. O aparelho, que assemelha-se a um aspirador de pó pequeno, analisa micropartículas e acusa com precisão se houve manipulação de entorpecentes.
O instrumento colaborou na prisão de uma paraguaia, de 21 anos, que carregava cinco quilos de cocaína no fundo falso de duas malas. Além da ingestão, a droga já foi encontrada em bagagens, roupas íntimas, enrolada no corpo, em utensílios pessoais, conta o delegado Fábio Renato Amaro da Silva Júnior, do Denarc. (C.P.)





