O único bem que a doméstica Matilde da Silva, 44 anos, conseguiu adquirir na vida corre o risco de ser perdido para a Justiça. Tudo por causa de uma dívida de cerca de R$ 4 mil em Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e taxas com a Prefeitura de Londrina. Sem recursos para bancar as custas processuais e renegociar o que deve, ela está precisando de um advogado que possa ajudá-la. De acordo com a Secretaria Municipal de Fazenda, este ano já foram ajuizados cerca de cinco mil processos contra contribuintes inadimplentes com impostos.
Matilde alegou que deixou de pagar o IPTU do terreno adquirido no Jardim Parati no ano de 2000 quando o imposto foi aumentado de cerca de R$ 60,00 para mais de R$ 300,00. A doméstica argumentou que a inadimplência aconteceu porque ela teria perdido o emprego e passado por problemas de saúde. Agora, há alguns dias, recebeu uma intimação da Justiça informando que a dívida estava sendo executada. ''Não consegui nem escriturar o terreno ainda e já estou correndo o risco de perder. Eu sabia que tinha essa dívida mas não sabia que estava sendo executada'', lamentou.
A doméstica disse que não tem dinheiro para arcar com as custas processuais nem para pagar um advogado. ''Eu peço a algum advogado que ler essa reportagem que me ajude'', falou. Quem puder contribuir pode ligar para o telefone 3356-3365.
O secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, disse que este ano cerca de cinco mil contribuintes tiveram suas dívidas com o Munícipio executadas na Justiça. Ele orientou que o contribuinte que recebeu a intimação da Justiça informando da execução e que quiser renegociar sua dívida deve pagar as custas judiciais e se dirigir até a praça de atendimento que fica no térreo da Prefeitura. Os débitos com IPTU referentes ao ano de 2000 podem ser reparcelados em até 60 vezes. Com relação aos débitos de 2001, o parcelamento é menor: 48 vezes.

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