Em dias de chuva, os usuários do Terminal Urbano de Londrina tem que enfrentar lama, poças d'água e goteiras. As pessoas reclamam do pouco espaço para se proteger da chuva, que o piso fica escorregadio quando chove, e que os ônibus espirram água quando passam pela pista esburacada, onde se formam poças. Para a comerciária Rita de Cássia Paes, o estado do Terminal é precário. ''A gente escorrega no chão, tem que pisar no barro e tem que ficar prestando atenção nos ônibus para não sujar a roupa'', disse.
A preocupação da costureira Cirlene Aparecida da Silva é com um afundamento do asfalto na parte de cima do Terminal. ''Será que não tem infiltração e não corre o risco de desabar com o peso dos ônibus?'', questionou. Esse afundamento no asfalto formou uma grande poça d'água e os mais desavisados correm o risco de levar um ''banho de lama'' quando os ônibus passam. ''Já colocaram até uma tábua ali para a água não espalhar por tudo'', disse a empregada doméstica Vanessa Merisse Dalbello.
O vigia Enio Angelo Inocente reclama que a cobertura é pequena para a quantidade de pessoas que circulam pelo Terminal. ''Estão querendo aumentar a passagem do ônibus, mas primeiro tinham que arrumar esse Terminal'', disse.
O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, confirmou que o Terminal tem problemas estruturais, mas disse que isso não compromete a segurança das pessoas. Ele disse ainda que um projeto, que será realizado pela secretaria de Obras, prevê a retirada das placas de asfalto, que permitem infiltração de água, para a colocação de um piso único de concreto. O secretário de Obras, Aloysio de Freitas, informou que ainda será decidido, em função do orçamento, se o projeto será executado através de licitação ou pela própria secretaria.

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