Em Curitiba, o volume de água deixa casas e ruas inundadas
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segunda-feira, 30 de dezembro de 1996
Júlio Tarnowski Jr. Sucursal de Curitiba 
As chuvas, principalmente de sexta-feira e sábado, também causaram transtornos para moradores de diversas regiões de Curitiba. Alagamentos em ruas, casas e lojas foram os principais problemas verificados no centro da Cidade e nos bairros. Mas, segundo o serviço de atendimento e emergência do Corpo de Bombeiros, nada de mais grave aconteceu nesse período.
Um muro externo da Prisão Provisória do Ahu, no bairro do Ahu, em Curitiba, veio abaixo. O diretor da Prisão Provisória, Luís Guilherme Assis, disse que a queda do muro, num trecho aproximado de 30 metros, foi ocasionado pelo acúmulo de água sobre área de aterramento na parte dos fundos do presídio. Mas, segundo o diretor, ninguém ficou ferido e nenhum detento fugiu.
A reconstrução do muro do presídio deve ser iniciada esta semana. Uma viatura do Batalhão de Choque da Polícia Militar permanece de prontidão no local para evitar fugas.
Nas esquinas das avenidas Visconde Nacar com Vicente Machado e Visconde do Rio Branco, o volume de água causou cenas que, segundo a prefeitura de Curitiba, jamais voltariam a acontecer. Principalmente depois da construção das galerias de canalização do Rio Ivo, que deveriam evitar os constantes alagamentos na região.
Nesse local da cidade, carros ficaram boiando por alguns momentos, lojas e casas foram inundadas. Até a rua das Flores, onde fica a Boca Maldita de Curitiba e é um dos cartões postais da cidade, foi alagada.
Nos bairros Alto do Atuba e Alto da Quinze, os moradores também tiveram garagens e casas inundadas. Ainda ontem, com menos chuvas, as pessoas trabalhavam para limpar e tentar secar móveis e carros. Os comerciantes contabilizavam os estragos.


