Em crise, Santa Casa limita internações
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segunda-feira, 26 de maio de 2003
Sid Sauer<br>Equipe da Folha 
Campo Mourão - A Santa Casa de Campo Mourão só está fazendo internações de casos de emergência. A restrição foi adotada a partir do final de semana como forma de conter despesas. O hospital, que há sete meses inaugurou sua sede própria, está em crise. Não paga médicos anestesistas desde outubro e foi protestado em cartório por falta de pagamento de medicamentos.
''Estamos numa situação constrangedora'', define o presidente da Santa Casa, Dilmar Daleffe. As dívidas protestadas somam R$ 60 mil, mas os débitos vencidos da instituição passam dos R$ 250 mil. Os médicos anestesistas que atendem a maternidade nunca receberam desde que o hospital foi inauguradoe e a dívida já ultrapassa R$ 50 mil.
''A população tem nos ajudando com campanhas e doações, mas necessitamos de dinheiro vivo'', disse Daleffe. Segundo ele, se houvesse recursos para a ativação da UTI, o hospital teria uma receita extra mensal de R$ 87 mil, o que ajudaria no pagamento de outras despesas.
Uma das esperanças é uma verba mensal de R$ 50 mil que o governo do Estado repassará até julho. Esse valor poderá dobrar se a Santa Casa conseguir ativar outros setores que estão paralisados por falta de médicos e outros profissionais. Os equipamentos já existem. Outra esperança é uma campanha que será lançada amanhã para doações a partir de R$ 2,00 através de débitos na conta de energia elétrica.
Para complicar, a Santa Casa está tendo que arcar todos os meses com pelo menos 150 internações a mais do que 350 autorizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


