Em Cornélio, família se apóia à esperança
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domingo, 01 de outubro de 2006
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Enquanto não tiver uma informação oficial, a família da ginecologista Keila Bressan, 31 anos, que estava no vôo 1907 da Gol, tem esperanças de rever a médica viva. Ontem, o pai de Keila, Antônio Carlos Bressan, que mora em Cornélio Procópio, disse que tem mantido contato com amigos que moram em cidades vizinhas do local do acidente, no Mato Grosso, e que sentiu mais esperanças. ''Um casal de amigos disse que rádios locais estão anunciando que há sobreviventes. Quem sabe a minha filha não está entre eles, e ainda ajudando outros passageiros vivos'', disse ele.
Outro consolo, segundo Bressan, vem da filha Kaísa, que viajou até Brasília para obter mais informações. ''Ela contou que um coronel do exército disse que não é para os familiares se ''prenderem'' tantos às informações da imprensa, pois pode haver sobreviventes'', acrescentou Bressan. Ontem, dezenas de parentes e amigos da família, colegas de trabalho e de faculdade de Keila, ligaram ou visitaram os pais dela e a irmã, Janaina, para prestar solidariedade.
Keila estudou medicina em Teresópolis (RJ), se formou há cinco anos e morava em Manaus havia nove meses. A médica estava viajando para o Rio de Janeiro, acompanhada do noivo e da sogra, para uma festa de casamento. Ela passaria o final de semana lá e, hoje, viria para Cornélio visitar a família. ''Nos falávamos quase todos os dias'', lembrou o pai, bastante abalado.
Segundo ele, nos planos de Keila estava se casar no final do ano, em Cornélio, viver mais alguns anos em Manaus e depois voltar ao Paraná. Keila andava pouco de avião e, conforme o pai, nunca teve medo. A família soube do acidente na sexta-feira à noite, por volta das 20h30, pela televisão.


