Em cinco anos, 25 mil casos investigados
O delegado do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), em Curitiba, Demetrius Gozanga, afirma que boa parte dos crimes organizados, principalmente os ligados a sequestros, utiliza a internet para buscar informações e imagens.
Segundo ele, qualquer informação como uma simples foto com uniforme ou a revelação de locais de frequência, podem ser dados importantes para quem tem intenção de praticar um crime.
Utilizar ferramentas de proteção do próprio sistema pode até garantir certa segurança em um primeiro momento, mas o criminoso que trabalha com computador, na maioria, possui raciocínio lógico e é muito inteligente, ressalta.
Ele conta que desde a instalação da unidade no Estado, em novembro de 2005, já foram investigados mais de 25 mil casos de cibercrimes praticados em todo o país. Infelizmente trabalhamos com o aspecto negativo da tecnologia, pois hoje é através da internet que os criminosos invadem a vida das pessoas, diz.
Entre os crimes virtuais mais praticados envolvendo crianças e adolescentes, o delegado destaca o de falsa identidade, pois dificulta o trabalho da polícia na questão de identificação e, em segundo lugar, são os crimes de pedofilia, seguidos do tráfico de drogas, apologia à práticas criminosas e prostituição.
Tudo isso é consequência da vulnerabilização das informações na internet. Atualmente, é difícil manter a privacidade da vida social com o volume de dados que são divulgados constantemente na rede, afirma.
E como recomendação de segurança, frisa a necessidade do diálogo familiar. Cabe aos pais fiscalizar os acessos dos filhos, dialogar sobre o uso da internet e caso haja alguma suspeita, entrar em contato com a unidade policial mais próxima, orienta.
Serviço O fone do Nuciber é o (41) 3323-9448





