Em Cascavel, médica nega acusações de negligência
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sexta-feira, 01 de junho de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
A ginecologista e obstetra Sônia Amorim compareceu ontem para depor na Comissão Especial de Investigação instaurada pela Procuradoria Jurídica da Prefeitura de Cascavel que apura denúncias de negligência contra ela. A médica é acusada por várias mulheres que afirmam ter filhos deficientes devido a problemas ocorridos na hora do parto realizado por Sônia Amorim.
Em mais de duas horas e meia de depoimento, a médica negou as acusações e disse que os procedimentos utilizados durante os partos estariam corretos.
O presidente da Comissão de Investigação, o advogado José Ricardo Messias, disse que a médica afirmou não lembrar de alguns casos apresentados e negou sua culpa nos demais. Ele completa que ao todo foram 19 mulheres que registraram queixa no Ministério Público acusando a médica pelos problemas ocorridos com seus filhos.
José Messias acrescentou que Sônia Amorim terá cinco dias para apresentar uma defesa prévia que será anexada ao processo investigatório. Ele completou que a suspensão da médica da Secretaria Municipal de Saúde se encerra no dia 21 de junho, mas é provável que esse prazo seja estendido. Devido à complexidade do caso vamos precisar de um prazo maior para concluir as investigações, com isso sua suspensão será prorrogada, explica o presidente da comissão.
O advogado da médica, Ricardo Dilon Castiles, observou que sua cliente não tinha conhecimento de grande parte das acusações, e acusou a imprensa de ter criado um pré-julgamento de Sônia Amorim. Ela teve acesso a todas as acusações através do que foi veiculado pela imprensa. Parece que estão querendo culpá-la mesmo antes da sentença final, reclama.
O depoimento de Sônia Amorim precisou ser remarcado duas vezes durante a semana, pois ela afirmou que teria plantão no Hospital Regional e não poderia se ausentar. Entretanto, a Comissão de Investigação recebeu informações de que a médica não estava no hospital, o que pode complicar sua situação.
O promotor de Justiça que investiga o caso, Marcelo Correia, esclarece que o depoimento da médica no Ministério Público ainda não foi marcado. Segundo ele, ainda está sendo feito um trabalho de investigação, onde estão sendo ouvidas outras testemunhas. A estimativa é que até o próximo dia 15 o caso esteja encerrado.
Sônia Amorim se negou a falar com a imprensa após a conclusão de seu depoimento.


