Em Cascavel, entidades de trabalhadores urbanos e rurais também realizaram manifestações ontem, na véspera do Dia do Trabalho. Os protestos ocorreram no centro da cidade, com passeata e concentração, e na BR-277, com a liberação de praças de pedágio (leia na página de Geral do primeiro caderno). Foram mobilizados manifestantes ligados a cerca de 20 entidades, integradas ao Fórum Regional em Defesa dos Direitos Sociais.
No Calçadão de Cascavel, os atos culminaram com a queima de um caixão, simbolizando o governo de Fernando Henrique Cardoso. ‘‘Banqueiros e agiotas enriquecem cada vez mais, enquanto a inflação volta e o desemprego explode’’, disse um dos coordenadores, José Uliano Camilo, da Comissão Regional dos Atingidos por Barragens do Iguaçu, que representa famílias que tiveram terras alagadas pela barragem de Salto Caxias.
Gladir Basso, presidente do sindicato local e da federação estadual dos Bancários, relatou que os trabalhadores do setor eram 850 mil em 1985, em todo o País, e hoje são apenas 420 mil. No Oeste do Paraná, em 22 municípios de atuação do sindicato, no mesmo período o número foi reduzido de 3 mil para 1,2 mil. ‘‘Isso é fruto da automação, fusão de bancos e terceirização de serviços’’, observou Gladir. Em Cascavel, a programação do Dia do Trabalhador será marcada pela Romaria do Trabalhador, entre os bairros Interlagos e Brasmadeira, na zona norte, à partir das 8 horas. A abertura da Romaria será feita pelo arcebispo dom Lúcio Baumgaertner.Edson MazzettoOesteManifestação no centro de Cascavel reuniu ontem representantes de mais de vinte entidadesPaulo Pegoraro

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