Em casa de massas, tudo é feito como há 40 anos
Na Casa de Massas Rivoli - a mais antiga de Londrina - o que manda é a tradição. Há 42 anos as massas de talharim, espaguete e lasanha - e mais recentemente as de canelone, rondele, conchilhone, ravioli e capelete - são feitas da mesma maneira e nas mesmas máquinas, que são italianas e foram compradas de segunda mão por Vanílio Marangoni, um dos fundadores, também de origem italiana. Atualmente uma das preocupações do filho de Vanílio, Marcos Henrique Marangoni, é não descaracterizar a casa, que ocupa o mesmo imóvel, na Praça 7 de Setembro (Centro), há 16 anos.
''Usamos os mesmos balcões há 40 anos, e quando trocamos o piso da cozinha por um tipo antiderrapante, optamos por manter aqui fora a cerâmica original.'' Ele conta que muitos clientes o questionam por que não abre filiais da casa. ''Preferimos continuar só em um lugar, assim é mais fácil manter o controle da produção em todas as etapas'', argumenta Marangoni, que cuida pessoalmente de tudo, dos ingredientes ao produto final.
O comerciante ensina que cada tipo de massa pede um tempo de cozimento, que depende de fatores como espessura e largura. E defende que as possibilidades oferecidas pelo macarrão são tantas - diante da infinidade de molhos - que dá para comer todos os dias sem enjoar. ''Hoje em dia tem até massas enriquecidas com ferro'', argumenta.
A Casa de Massas tem capacidade para produzir até 100 quilos de massa por hora, mas de acordo com Marangoni este volume só é atingido em dias específicos, como véspera de Natal. Além da venda no balcão, a Rivoli fornece o produto para restaurantes e hotéis da cidade. ''Quem comia nossa lasanha 30 anos atrás sente o mesmo sabor até hoje'', garante o comerciante. (Silvana Leão)





