Dorico da SilvaInvestigaçãoReconstituição do crime, ontem, foi feita com a presença da mulher da vítima, Cleonice de Oliveira: houve ou não troca de tiros?A Polícia Civil e o Instituto de Criminalística realizaram ontem, pela manhã, a reconstituição da morte do desempregado Júnior Alves dos Santos, 21 anos. Ele foi assassinado no dia 12 de outubro, com um tiro nas costas, quando saía de casa, na rua Seringueira, 412, jardim Leonor (zona oeste). O vendedor autônomo Anderson de Jesus Dias, 20 anos, conhecido como ‘Cabecinha’, se apresentou à polícia, três dias após a morte, e confessou o crime.
O delegado Jurandir Gonçalves André explica que a reconstituição tem como objetivo conseguir evidências que comprovem ou não a troca de tiros. Ele comenta que será feita ainda outra reconstituição, desta vez com a presença de Cabecinha, que responde ao inquérito em liberdade.
Jurandir André diz que não vai anunciar a data para evitar qualquer tipo de vingança. O resultado da perícia sobre os vestígios encontrados nesta primeira reconstituição deve sair nos próximos dias.
Em depoimento, Cabecinha disse que passava de motocicleta, casualmente, nas proximidades da casa da vítima, quando Junior teria começado a atirar contra ele. Para não morrer, ele teria reagido disparando seis tiros com sua pistola Beretta, calibre 6.35. Um tiro atingiu as costas e se alojou no pescoço de Junior.
Testemunhas disseram, porém, que Cabecinha começou a atirar quando Júnior saía de casa e que não houve troca de tiros. O rapaz morreu nos braços da esposa, Cleonice de Oliveira, que está grávida de oito meses.
A discussão entre Cabecinha e Júnior começou após um desentendimento em frente a uma casa onde se realizava um bingo, na rua Castanheira, no mesmo bairro. Junior teria batido com sua motocicleta no Opala em que estava Cabecinha, e eles teriam iniciado uma discussão. Cleonice teria pedido para Junior se acalmar e os dois seguiram para casa. De acordo com as testemunhas, Cabecinha teria ameaçado Junior de morte.

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