Em busca de alternativas
Londrina - Pesquisas para o desenvolvimento de materiais alternativos ao isopor representam soluções a longo prazo na avaliação da professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Tamara Simone van Kaick. Para ela, as empresas precisam buscar medidas para incentivar a redução no consumo do material. "O isopor é um problema. Ele não pode ser queimado porque libera gases e outros componentes. Há estudos relacionados a embalagens produzidas a partir do amido de mandioca, por exemplo, o que poderia ser uma solução para este problema ambiental", explicou.
No campus da UTFPR em Curitiba, o isopor coletado é doado a uma empresa terceirizada que processa o material e o transforma em rodapés e produtos plásticos. Na avaliação da bióloga e doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), os municípios mais distantes poderiam estabelecer parcerias para viabilizar a destinação correta dos materiais. "A coleta regionalizada por meio de consórcio iria ajudar as cidades a elaborar um plano logístico para o transporte do isopor, já que não há muitas empresas capazes de processar o material", afirmou.
O diretor da Associação Brasileira dos Plásticos, Albano Schmidt, explicou que o isopor não se degrada no meio ambiente. "O grande desafio é estabelecer uma logística reversa e reaproveitar esse material já consumido", comentou. Ele também integra a Comissão Nacional de Recicladores de Materiais Plásticos e é presidente da empresa Termotécnica, que transforma isopor em poliestireno, matéria-prima para produtos plásticos. A empresa coleta de 400 a 500 toneladas de isopor por mês em todo o país e o material é processado em Joinville (SC). Oito centros estabelecidos no país, incluindo um em Curitiba, tentam melhorar a logística de transporte. "As comunidades locais e os municípios precisam se organizar para coletar ou receber o material coletado." (V.C.)





