'Em busca da felicidade'
Muitos se questionam se o uso de bebidas em rituais religiosos é mesmo necessário Para a professora doutora Elena Andrei, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina, o homem sempre está à procura da felicidade, seja na cerveja no final da tarde, no vinho de Natal ou no champanhe de Ano-Novo
''No caso dos rituais religiosos, o homem procura acreditar que pode ser melhor do que é normalmente, através de sua experiência pessoal, seja ela de felicidade, coragem, auto-estima, entre outros'', afirma No caso da União do Vegetal, ela salienta que existe um ''discurso de retorno à natureza e de superação de uma visão contemporânea mais árida e inumana, com um atrativo muito forte para o homem da modernidade que teme o futuro e mal compreende o presente''
A estudiosa considera também que o maior interesse por esses conhecimentos e costumes se dá pela promessa de uma ferramenta mágica e reveladora para controlar a realidade de cada um ''Num mundo no qual a ciência busca explicar cada vez mais a realidade, obrigando o ser humano a perguntas e respostas lógicas, ocorre a busca cada vez maior de uma forma de compensação e equilíbrio, do mágico, do paranormal, nos quais os nossos sonhos, nossas angústias e perplexidades tenham a possibilidade de uma resposta divina e consoladora'' (Bruna Soares/Especial para a FOLHA)





