O subdelegado do Trabalho de Londrina, Dorival Silvestre Arantes, explica que a demora na emissão de carteiras tem sido causada pelo novo sistema e também pela falta de equipamentos. A emissão é centralizada em Curitiba, que está com demanda de cerca de 700 carteiras por dia. Além disso, são levantados dados junto ao Ministério do Trabalho em Brasília e há o cadastramento no Programa de Integração Social (PIS) com a Caixa Econômica Federal (CEF). ‘‘Esse processo leva de 60 a 90 dias.’’
Para agilizar o trabalho, a subdelegacia de Londrina começou neste mês a antecipar o contato com a CEF. ‘‘Cadastramos o PIS aqui mesmo. Com isso, ganhamos 30 dias’’, conta. Arantes acredita que em breve Londrina vai receber equipamentos próprios, que já foram solicitados ao Ministério do Trabalhado. ‘‘Dessa forma, vamos reduzir o tempo para 15 dias’’, acredita. Ele diz que provavelmente até agosto Londrina esteja preparada para emitir carteiras. ‘‘Seremos responsáveis também pelas carteiras de 75 cidades da região’’.
Arantes conta que as filas se devem também a muitos trabalhadores que já tinham a CTPS antiga e queriam fazer a nova. ‘‘Não há necessidade de renovar. A carteira antiga continua valendo’’, diz, acrescentando que Londrina recebe cerca de 50 pedidos ao dia.
A nova Carteira de Trabalho foi lançada no começo do ano. A intenção é reduzir o número de fraudes, que acontecem principalmente contra a Previdência Social. Dados mostram que o Paraná foi um dos Estados que mais descobriu fraudes envolvendo o documento. Foram cerca de 4 mil.
Algumas características da nova CTPS impedem rasuras e fotocópia. O documento é confeccionado em papel moeda, do Banco Central. A página com a foto, a impressão digital e os dados do trabalhador é plastificada e as folhas costuradas, para evitar que sejam arrancadas.
(Josiane Schulz)

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