Em Assaí, polícia prende suspeitos de homicídio
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quarta-feira, 29 de agosto de 2001
De Londrina 
A Polícia Civil de Assaí (36 quilômetros a leste de Londrina) prendeu ontem à noite dois suspeitos de terem matado o taxista Pedro Luiz Veloso, 60 anos, enterrado ontem à tarde no cemitério municipal da cidade. Eles foram detidos por volta das 18h30 e até o final desta edição ainda estavam sendo ouvidos pelo delegado Maurílio Antonio Avelar.
Veloso foi morto a pedradas e seu corpo foi encontrado por volta das 19 horas de terça-feira no meio de uma plantação de trigo do sítio Itsonomia (seção Palmital), a 11 quilômetros do centro da cidade. Ele dirigia um Fiat Prêmio Cinza, ano 92, placa ACX-6417, de Assaí, que foi abandonado a dois quilômetros do corpo. Segundo o delegado, o carro não foi roubado porque falhou, mas antes de fugir o assassino revirou os bolsos e a carteira da vítima.
O taxista trabalhava há 32 anos no ponto da Vila São Pedro (região sul) e era uma pessoa muito estimada pela comunidade. A morte dele causou grande comoção em Assaí que não registrava um homicídio há dois anos. A última vez que foi visto, Veloso saía para fazer uma corrida encomendada pelo telefone por volta das 13 horas de terça-feira.
A vítima teve o crânio esmagado por três pedras de aproximadamente meio quilo cada uma encontradas ao lado do corpo. A lateral do carro também estava manchada de sangue. Para Avelar, isso indica que o taxista e o assassino lutaram antes do golpe fatal. ''Se os peritos criminais de Londrina tivessem vindo aqui a investigação seria mais fácil. No entanto, eles alegaram falta de condições'', comentou o delegado.
Na opinião do presidente do Sindicato dos Taxistas de Londrina, Antonio Pereira da Silva, o profissional nunca deve carregar armas e nem reagir aos roubos. Segundo ele, a experiência ajuda o taxista a identificar o passageiro perigoso, mas não o livra dos infortúnios. ''Temos algumas estratégias de segurança como, por exemplo, o uso de códigos entre os colegas. A corrida mais perigosa é a de rua e a mais confiável é aquela intermediada pela central que possui identificador de chamadas'', comentou o sindicalista.
Silva pretende firmar uma parceria com a Polícia Militar para garantir a segurança de trabalho da categoria. O assunto será discutido com o novo comandante do 5º Batalhão, tenente-coronel Rubens Guimarães de Souza, ainda esta semana.


