Apucarana - O sistema de parquímetro foi implantado no município de Apucarana (Norte) há quatro anos, por meio da terceirização do serviço. A decisão foi tomada depois de uma intervenção do Ministério Público do Trabalho, impedindo a permanência dos adolescentes nas ruas, e após a experiência malsucedida de uma cooperativa de jovens aprendizes.
''Abrimos então um processo de licitação para concessão do serviço de estacionamento rotativo, com a exigência de uso de parquímetro. Na época fomos conhecer o sistema no município de Barra do Piraí (RJ), junto com representantes de Londrina e de Maringá'', lembra o gerente de Segurança, Trânsito e Transporte da Prefeitura de Apucarana, José Luis Alves Miguel.
Ele revela que, no início, foram registrados problemas de programação no software que regula o uso dos créditos embutidos nos botons, logo solucionados pela empresa responsável pelo serviço, a Lapaza, de Ibiporã (Norte). Entre as vantagens do sistema enumeradas por Miguel estão a cobrança mais justa do usuário, já que, após a primeira meia hora, ela é feita por minutos. ''Além disso, anula a possibilidade de corrupção por parte dos operadores, que às vezes recebiam o dinheiro do motorista mas não emitiam o cartão.''
O gerente também explica que o sistema eximiu do município a responsabilidade pela sinalização das vagas e outras despesas. ''Além disso, 7% de tudo o que é arrecadado é destinado ao Fundo Municipal de Trânsito.'' Atualmente Apucarana tem cem parquímetros instalados, para cerca de 800 vagas de estacionamento rotativo. O tempo de tolerância é de dez minutos. Do 11º ao 30º minuto é cobrada a taxa de R$ 1,20 e, depois, cada minuto custa R$ 0,02. O limite de permanência na vaga é de duas horas. ''Avaliamos a experiência como positiva. Claro que a aceitação por parte do usuário nem sempre é pacífica, mas de maneira geral estamos satisfeitos com o sistema'', analisa Miguel.

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