Cerca de 30 mulheres de policiais militares aderiram ao protesto ontem de manhã em Maringá. Elas se reuniram na rodoviária da cidade por volta das 5h30 e às 6 horas já estavam na frente do 4º Batalhão, para impedir a passagem das viaturas. O movimento não causou transtorno porque não havia viatura no interior do batalhão.
De acordo com a coordenadora do movimento em Maringá, Deoceli de Fátima Cruz Mendes, a pequena adesão ocorreu em função das ameaças aos policiais, inclusive de exclusão da PM. ‘‘O comando ligou para as mulheres ontem (anteontem) à noite ameaçando e dizendo que os maridos poderiam ser excluídos e até presos se houvesse a manifestação’’, alegou.
A troca de turno dos PMs foi feita em diversos pontos de Maringá. Até mesmo as viaturas do tático móvel e rádio-patrulha estavam fora do batalhão. De acordo com o tenente Marcio Antonio dos Santos, o esvaziamento do quartel foi uma determinação do comando para evitar possíveis confrontos e garantir segurança à comunidade. ‘‘O comando está solidário com a manifestação das mulheres, pois entende que é um movimento legítimo, mas evitou a troca de serviços no batalhão.’’
Em Paranavaí, cerca de 50 mulheres bloquearam os portões do 8º Batalhão e impediram a saída dos policiais que fariam a troca de turno às 13 horas. Cerca de 30 policiais ficaram impossibilitados de sair do batalhão. ‘‘Estamos lutando porque a diferença salarial é muito grande’’, justifica Jussara Neves Ferrari, uma das coordenadoras da manifestação em Paranavaí. Segundo ela, as mulheres estavam dispostas a ficar na frente do batalhão por tempo indeterminado.

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