Em Apucarana, faixas e cartazes cobram Lerner
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terça-feira, 15 de maio de 2001
Lucinéia Parra De Maringá 
Cerca de 30 mulheres de policiais militares aderiram ao protesto ontem de manhã em Maringá. Elas se reuniram na rodoviária da cidade por volta das 5h30 e às 6 horas já estavam na frente do 4º Batalhão, para impedir a passagem das viaturas. O movimento não causou transtorno porque não havia viatura no interior do batalhão.
De acordo com a coordenadora do movimento em Maringá, Deoceli de Fátima Cruz Mendes, a pequena adesão ocorreu em função das ameaças aos policiais, inclusive de exclusão da PM. O comando ligou para as mulheres ontem (anteontem) à noite ameaçando e dizendo que os maridos poderiam ser excluídos e até presos se houvesse a manifestação, alegou.
A troca de turno dos PMs foi feita em diversos pontos de Maringá. Até mesmo as viaturas do tático móvel e rádio-patrulha estavam fora do batalhão. De acordo com o tenente Marcio Antonio dos Santos, o esvaziamento do quartel foi uma determinação do comando para evitar possíveis confrontos e garantir segurança à comunidade. O comando está solidário com a manifestação das mulheres, pois entende que é um movimento legítimo, mas evitou a troca de serviços no batalhão.
Em Paranavaí, cerca de 50 mulheres bloquearam os portões do 8º Batalhão e impediram a saída dos policiais que fariam a troca de turno às 13 horas. Cerca de 30 policiais ficaram impossibilitados de sair do batalhão. Estamos lutando porque a diferença salarial é muito grande, justifica Jussara Neves Ferrari, uma das coordenadoras da manifestação em Paranavaí. Segundo ela, as mulheres estavam dispostas a ficar na frente do batalhão por tempo indeterminado.


