A Polícia Civil de Londrina também considera um ''mistério'' o crescimento de furtos de hidrômetros na cidade. Um inquérito policial foi instaurado no 3º Distrito Policial (DP), na região oeste, onde mais acontecem os furtos. De acordo com o delegado do 1º DP, Marcos Belinati, interino do 3º DP, a polícia está ouvindo as vítimas, tentando identificar proprietários de ferros-velhos que pudessem estar comprando o material e investigando pessoas que podem estar comercializando o medidor em lojas, mas ainda não chegou a nenhuma conclusão. ''Não sabemos quem furta e nem por quê. Mas se existe o furto é porque tem alguém comprando'', afirmou.
De acordo com dados da Sanepar, os furtos aumentaram nos últimos 45 dias, quando foram registrados 133 casos, número bem maior que o registrado nos primeiros seis meses do ano 117 furtos. Na segunda-feira, pelos menos três boletins de ocorrência foram registrados na 10 SDP. O gerente metropolitano da Sanepar em Londrina, Paulo Kishima, acredita que o metal do hidrômetro, o latão, deve ser aproveitado de alguma forma. ''Pode ser alguma coisa semelhante ao furto de peças de metal em cemitérios'', alertou.
A Sanepar cobra uma taxa de R$ 34,00 para reinstalar o hidrômetro, mediante apresentação da queixa policial. O marceneiro José Ghiotto, de 31 anos, teve o hidrômetro de sua merceria, no Jardim Shangri-la B (zona oeste), furtado no último domingo. ''Fiquei no prejuízo, gastei quase cem reais, porque além de pagar a taxa para a Sanepar tive que reconstruir a casinha para o hidrômetro. É a segunda vez que acontece e aqui nessa rua todos os comerciantes já foram furtados também'', contou.

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