Curitiba - Em Colombo, Budel reconhece que 14 famílias foram prejudicadas com a exploração indevida do Karst. Os casos estão em análise. Uma proposta para as famílias deverá ser apresentada em uma reunião marcada para o dia 19. ''Cada situação é diferenciada. Em alguns casos, o imóvel está condenado e a família terá que deixar o local. Em outros, é só reformar a casa e melhorar as estruturas de proteção do solo'', analisou.
O lavrador Luiz Strapasson, 48 anos, que mora no bairro de Sapopema, foi um dos atingidos. Há dois anos, uma cratera abriu sob a casa dele e quase ocasionou um acidente. ''A Sanepar veio e fechou provisoriamente. Mas temos medo, não sei se terei que deixar minha casa, onde vivo já 26 anos'', lamentou.
A dona de casa Inês Strapasson, 40 anos, teve o piso da casa totalmente destruído. ''O solo cedeu e destruiu todas as lajotas. Isso faz dois anos. Até agora tenho que conviver com o pó e a bagunça de casa, sem poder mexer em nada para não ter direito a indenização e para não perder todo o investimento. A terra ainda pode estar cedendo.''
Em Colombo, foram abertos 11 poços para exploração do Karst. A previsão era a de captar 600 litros por segundo. Entretanto, são captados 110 litros por segundo. (L.P.)

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