Em ação rápida, assaltantes levam R$ 14 mil de banco
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 1997
Lúcio Horta 
Dorico da SilvaFachadaMovimentação policial em frente à agência assaltada: laudo vai dizer se banco cumpre legislação A agência do Banco Bamerindus da rua Quintino Bocaiúva (área central) foi assaltada ontem, no início da tarde, por dois homens armados - um com uma pistola semi-automática e outro com uma arma maior, provavelmente submetralhadora. Eles fugiram numa moto Titan (Honda), cor grafite, levando cerca de R$ 14 mil em dinheiro.
A ação dos assaltantes foi rápida. Vestindo gorros e capacetes, eles renderam o atendente Vágner Cristiano dos Santos, 17 anos, que trabalha num estacionamento ao lado e que serve à agência. Em seguida, entraram com o atendente no prédio, através das escadas, de onde deram voz de assalto. Enquanto um rendia o segurança, o outro passava pelos caixas pegando o dinheiro.
Eles apontaram uma arma na minha cabeça, desceram pelas escadas e pediram para eu ficar deitado no chão. Não vi mais nada, disse Vágner. O subgerente Mariano Silva, que estava na agência na hora do assalto, destacou que os dois elementos estavam aparentemente tranquilos durante a ação, e em momento algum utilizaram de violência.
Quando os ladrões entraram, havia poucos clientes na agência, a maioria nas filas dos caixas. Foi tudo muito rápido. Quando eles gritaram que era assalto, todo mundo correu para o lado da gerência e ficou lá. Em seguida eles fugiram, disse o cliente Paulo Sérgio Moraes, ainda na porta da agência, tentando se recuperar do susto.
Dorico da SilvaO cliente Paulo: Foi tudo muito rápido
O delegado adjunto da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Wanderci Corral Fernandes, acredita que pelas características do assalto - utilização de motocicleta, por exemplo -, ele provavelmente tenha sido praticado pelos mesmos homens que invadiram outros bancos este ano. Temos informações de quatro elementos suspeitos e temos duas equipes trabalhando nisso. Só não conseguimos localizá-los ainda, informou. Um desses elementos, disse o delegado, participou de um assalto à agência do Banco do Brasil em Santa Cecília do Pavão (norte do Estado), cerca de duas semanas atrás.
O assalto de ontem foi o primeiro praticado na Cidade após determinação do delegado-chefe da 10ª SDP, Leonyl Ribeiro, de a Polícia ouvir gerentes ou responsáveis de agências nos inquéritos que apuram roubos a banco. Até então, eram ouvidas apenas testemunhas.
Um dos objetivos, segundo o delegado-chefe, é forçar os bancos a instalar os equipamentos de segurança exigidos pela lei 9.017, de março de 1995. Entre esses quesitos, está o de que a agência deve ter no mínimo dois vigilantes, sistema de alarme, sistema de filmagem interna ou porta com detectores de metais.
Ontem mesmo os peritos da Polícia Civil estiveram avaliando as condições de segurança da agência da rua Quintino Bocaiúva. O laudo ainda não foi divulgado, mas a Folha apurou que a agência trabalha só com um segurança e não tinha nem sistema de filmagem nem porta detectora de metais. Apenas o alarme está instalado.
Segundo Leonyl Ribeiro, o gerente da agência deverá ser ouvido no inquérito provavelmente no começo da semana que vem. Se realmente for constatado, através de laudo técnico, que a agência cumpre apenas parcialmente a lei, o banco poderá ser autuado pela Polícia Federal. Em caso de reincidência, o banco pode ser penalizado com multa de mil Ufirs (R$ 910,00) a 20 mil Ufirs (R$ 18.216,00). A mesma lei também proíbe que o Instituto de Resseguro do Brasil pague apólice de roubos para bancos que não tenham o sistema de segurança.


