Mais de quatro mil cães foram retirados, no ano passado, das vias públicas da cidade pelas chamadas carrocinhas. Eles foram encaminhados para o Canil Municipal, administrado pelo serviço de zoonoses da prefeitura de Curitiba. Do total, apenas 876 foram resgatados pelos proprietários mediante o pagamento de uma taxa de R$ 7,00 pela apreensão, acrescido de uma diária do mesmo valor. ‘‘A cobrança é uma forma de conscientização da população de que o cão não deve estar solto nas ruas e sim dentro de um canil ou no jardim de casa’’, afirma Maria Elizabete Ferraz, coordenadora do serviço de zoonoses.
Dos mais de quatro mil cães apreendidos nas ruas, 609 foram doados para a comunidade em geral e 619 para instituições de ensino e pesquisa. Do total, 2.167 foram sacrificados com o uso de uma injeção letal à base de sal amargo. ‘‘São eutanasiados apenas os animais que estão doentes e que representam perigo para a população’’, diz ela. Além dos cães recolhidos pelas carrocinhas em vias públicas, foram entregues ainda ao Canil Municipal 4.238 cães doentes; todos eles tiveram que ser eutanasiados para evitar a contaminação dos outros cães que vivem nos sete canis construídos pela prefeitura. Cada canil tem capacidade para abrigar entre 30 a 40 cães.
Os animais agressores apreendidos pelo serviço de carrocinha são analisados por dez dias antes do diagnóstico. ‘‘Eles passam por um período de observação para termos a certeza de que ele não está com raiva’’, afirma Maria Elizabete. O acompanhamento do animal pode ser feito no próprio canil ou na casa dos donos do cão. Nestes casos, os proprietários são orientados por técnicos a reconhecerem os sintomas da doença: paralisia, falta de apetite, salivação exagerada. Para o trabalho de recolhimento dos animais, o canil trabalha com um quadro efetivo de quatro biólogas, duas veterinárias e 30 técnicos.
Mortes - Os cães mortos nas ruas ou em clínicas veterinárias também são recolhidos pelo serviço de zoonoses da prefeitura da cidade. No ano passado, foram recolhidos 5.730 animais mortos. Os corpos são encaminhados ao aterro sanitário da cidade.(L.P.)

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