Em 4 meses, 1,7 ton de lixo tóxico é recolhida
A Prefeitura de Curitiba está apostando na coleta diferenciada do lixo tóxico - pilhas, restos de tintas e solventes, embalagens de inseticidas, lâmpadas fluorescentes e medicamentos vencidos - para evitar a contaminação do meio ambiente. Para receber estes materiais, que podem contaminar o solo e a água quando enviados para aterros sanitários comuns, um caminhão fica estacionado nos terminais de ônibus da cidade, das 7 às 15 horas. Cada terminal é visitado uma vez por mês. Desde que foi lançada, em setembro do ano passado, até o final de dezembro, a coleta especial recolheu 1,7 tonelada de lixo tóxico.
O objetivo do serviço é evitar que esse tipo de lixo seja misturado ao lixo comum ou jogado em terrenos baldios e fundos de vale, como acontece hoje. Estes materiais são inofensivos enquanto estão sendo usados em casa, mas são uma ameaça ao meio ambiente, disse o diretor de Limpeza Pública de Curitiba, Nelson Xavier Paes.
A expansão da coleta, disse Paes, depende da resposta da população. Se o volume recolhido aumentar, podemos colocar mais caminhões nas ruas e tornar o recolhimento mais frequente. O maior volume de lixo tóxico recolhido foi de embalagens de inseticida, seguido por latas de tinta e lâmpadas fluorescentes.
A intenção, neste ano, é trabalhar em parceria com empresas privadas. Os funcionários poderiam levar os resíduos de casa e os caminhões passariam na porta das empresas para fazer a coleta.
Na prática - O caminhão da coleta especial segue uma escala de trabalho. Em cada dia útil fica estacionado, das 7 às 15 horas, num dos 23 terminais de ônibus da cidade. As pessoas que entregam o material para coleta preenchem uma pequena ficha, informando nome e endereço. O objetivo é evitar que grandes geradores de lixo químico, como farmácias e indústrias, utilizem o serviço, destinado exclusivamente à coleta doméstica.
Depois de recolhido, o lixo de composição química é levado para a Central de Tratamento de Resíduos Industriais, na Cidade Industrial de Curitiba. Os produtos que podem ser reciclados são encaminhados aos seus fabricantes. Os que não podem - como medicamentos vencidos e embalagens de inseticidas - ficam armazenados em aterro industrial em condições adequadas para evitar a contaminação do meio ambiente.





