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Londrina

Cidades 5m de leitura Atualizado em 16/11/2021, 20:20

Em 3 meses, estudantes catalogam 91 espécies de aves em Bandeirantes

Projeto envolve alunos e professores do curso de Ciências Biológicas da UENP e é importante para a proteção da fauna que compõe o Campus Luiz Meneghel

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de novembro de 2021

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Pica-pau-de-cabeça-amarela, Falcão-de-coleira, Urutau, Tucanuçu e Coruja-buraqueira são algumas das espécies de aves que podem ser observadas no campus da UENP (Universidade Estadual do Norte do Paraná), em Bandeirantes. 

Príncipe
Príncipe |  Foto: Lucas Cordeiro/Divulgação/UENP
 

Essas espécies de aves estão entre as 91 catalogadas em apenas três meses por estudantes do curso de Ciências Biológicas da instituição, que realizam um levantamento da avifauna do Campus Luiz Meneghel.  O objetivo é registrar as aves encontradas em diferentes áreas de vegetação.

O estudante Lucas Cordeiro Costa da Silva sempre teve interesse pela ornitologia (estudo das aves). Já Roberta Souza Annunciato Busato passou a se interessar pela área durante a graduação. “A ideia do projeto surgiu por meio de uma conversa com o nosso orientador Diego Resende Rodrigues e, assim, juntamos o carinho pela ornitologia com a vontade e a curiosidade de descobrir as espécies de aves do Campus Luiz Meneghel. Após isso, firmamos a parceria com a nossa coorientadora Paula Guarini Marcelino, que desde então tem nos ajudado demais no desenvolvimento desse projeto”, relata Roberta.

Falcão-de-coleira
Falcão-de-coleira |  Foto: Lucas Cordeiro/Divulgação/UENP
 

Atualmente, os alunos desenvolvem dois projetos diferentes: o trabalho de Silva  está sendo realizado na área principal do campus e nascente 1. O trabalho de Busato  é em uma área de matriz com vegetação mista (Sistema Agroflorestal no entorno) mais afastada, na nascente 2.

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“Os projetos são de extrema importância para a proteção das espécies de aves do local, pois só protegemos aquilo que conhecemos. Por isso conhecendo a diversidade da avifauna do local, podemos passar esse conhecimento para a sociedade, professores, alunos, visitantes, crianças, funcionários e equipe acadêmica”, explica Silva

Tucanuçu
Tucanuçu |  Foto: Lucas Cordeiro/Divulgação/UENP
 

Os estudantes iniciaram as coletas em junho de 2021 e vão estender até junho de 2022. Apesar do objetivo dos dois trabalhos serem parecidos, as metodologias adotadas são diferentes, pois são áreas distintas. “O trabalho no campus possui quatro pontos fixos de observações e um transecto, que é uma rota pré-definida que acontece no início da manhã e no final da tarde, se estendendo até o início da noite”, relata Silva.

“O trabalho da nascente dois, que ocorre em uma matriz de vegetação heterogênea, possui apenas dois pontos fixos por se tratar de uma área menor e um transecto que também acontece no início da manhã e no final da tarde e também se estende até o início da noite”, descreve Busato. 

Pica-pau-de-cabeça- amarela
Pica-pau-de-cabeça- amarela |  Foto: Roberta Busato/Divulgação/UENP
 

O resultado parcial do levantamento da avifauna do campus vem surpreendendo cada vez mais os estudantes. Em pouco mais de três meses de coletas, a lista de registros já conta com 91 espécies. Entre as aves que também já foram catalogadas estão o Príncipe (Pyrocephalus rubinus), o Choró-boi (Tabara major); o Canário-da-terra (Sicalis flaveola); o Martim-pescador-grande (Megaceryle torquata); e o Besourinho-de-bico-vermelho (Chlorostilbon lucidus).

A dupla pretende, futuramente, preparar um material didático, numa espécie de guia, com todas as espécies monitoradas. Enquanto isso, visando aproximar mais as pessoas com a natureza e com os animais, os estudantes criaram um perfil no Instagram - @avesdamataatlantica para assim divulgar os registros com informações sobre as aves.

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