A última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 1996, revela que existem 13 milhões de idosos no País. As projeções mostram que em 2025, essa população será de aproximadamente 32 milhões, colocando o Brasil como a sexta nação do mundo com o maior número de pessoas com mais de 60 anos. Mesmo levando em consideração o aumento da população, esse salto mostra que o País está mudando de perfil, deixando de ser jovem para se tornar uma terra de pessoas ‘amadurecidas’.
Mas o fenômeno não acontece só no Brasil. A Inglaterra, os Estados Unidos já viveram a mesma experiência há mais tempo.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a proporção de idosos no mundo está aumentando significativamente com o passar dos anos. Hoje, eles somam 580 milhões em todos os países.
Diante da situação, a OMS deflagrou em 1996, um movimento para conscientizar a sociedade da importância da integração entre gerações, valorizando o papel do idoso na família e na comunidade. A idéia é mostrar que é possível envelhecer de maneira ativa e saudável.
O evento prevê a comemoração do Ano Internacional do Idoso, que teve início no último dia 1º. Até outubro do ano que vem, várias atividades vão ser desenvolvidas para promover o envelhecimento saudável, culminando com a Caminhada do Abraço ao Mundo.
O geriatra Rubens de Fraga Júnior, diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia da Seção Paraná, diz que a transição demográfica do Brasil é uma consequência da queda da taxa de fecundidade das brasileiras, que teve início a partir da década de 60.
Além disso, ele destaca os avanços da medicina que estão possibilitando uma expectativa maior de vida. ‘‘Hoje as pessoas vivem mais, mas devem ter a consciência de que isso deve acontecer com mais qualidade e autonomia’’, comenta.
Fraga explica que existem dois tipos de envelhecimento: um sem e outro com doenças. Mesmo assim, ele garante que é possível ver a idade avançando de forma ativa. Tudo depende da pessoa. Para isso, o especialista diz que o indivíduo precisa deixar de lado um mito que está enraizado na sociedade, que afirma que envelhecer é sinônimo de adoecer. O envelhecimento com saúde também depende de uma mudança de hábitos de vida, com mais qualidade.(A.R.)

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