Em 2009, aulas de matemática e geografia
Londrina - Conforme a coordenadora pedagógica do CAP de Londrina, Shirlei Mara Sambatti, o curso tem o objetivo de preparar professores que já ensinam alunos com deficiência visual e também aqueles que irão assumir estudantes no próximo ano. Ao todo, o treinamento oferece, gratuitamente, 40 horas de aulas, realizadas quinzenalmente, "para não tirar o professor da sala", justificou.
"Com o treinamento, o professor não vai poder dizer que não sabe trabalhar com deficientes visuais, pois aprenderá a falar a mesma língua do aluno", explicou. Segundo ela, as 26 professoras de língua portuguesa aprenderam sobre a história do sistema braile, o conceito de dificiência visual e a dinâmica da inclusão.
Na última segunda-feira elas partiram para a aula prática, ao transcrever textos na linguagem braile, e, ao final do curso, em meados de novembro, deverão apresentar um seminário sobre inclusão de deficientes visuais no ensino regular. "O treinamento surgiu no ano passado, depois de visitas de membros do Centro de Apoio às escolas, onde perceberam a angústia dos professores", lembrou Shirlei.
Além das professoras de português, educadores físicos também foram capacitados este ano, e para 2009 estão previstos cursos nas áreas de matemática e geografia. Para Shirlei, a principal regra na educação de deficientes visuais é acreditar no potencial do aluno. "A deficiência visual é só uma limitação. Desde que se dê apoio e recurso, o estudante irá mostrar desempenho igual ou melhor que os demais colegas. Melhor porque alunos com visão reduzida têm maior concentração".(M.G.)





