''Estamos comemorando o menor índice (de evasão escolar) em 11 anos, mas o problema não deixou de existir, apenas um aluno que abandona a escola já é preocupante e exige de nós mais trabalho e melhorias'', avalia a secretária municipal de Educação, Magda Tuma. A ressalva tem razão de ser: em números absolutos, o número de crianças que abandonaram a escola em 2002 chegou a 219.
Segundo a secretária, o abandono escolar está normalmente associado à questão da pobreza. ''Geralmente são famílias migrantes, que não estavam mais conseguindo sobreviver aqui e tiveram que sair atrás de outras oportunidades de trabalho. É uma questão de sobrevivência'', explicou. Na zona rural, mudança de residência, necessidade de trabalho e distância da escola também são fatores que influenciam o abandono. Na zona urbana, o desestímulo é fator preponderante.
Magda Tuma associa a queda do índice de abandono escolar a um conjunto de fatores: metodologia de ensino do professor, os programas Bolsa-Escola municipal e federal, aproximação da família com a escola e a merenda. Segundo ela, desde que o programa Bolsa-Escola municipal foi implantado, em 2001, mais de mil crianças foram levadas de volta à escola. ''Quando a criança gosta de estar na escola e sente que está aprendendo coisas diferentes, ela não abandona, e o professor é um elemento que gera isso. Uma merenda gostosa também faz da escola um ambiente melhor'', explicou.
Revitalização das bibliotecas escolares, um projeto implantado desde o ano passado para proporcionar um ambiente atraente e maiores momentos de leitura aos alunos, é outra estratégia, segundo Magda, para ''segurar'' crianças na escola. Para combater o desestímulo das crianças, uma das formas usadas é o contraturno escolar. A criança fica mais duas horas na escola para aprender conteúdos em que tem dificuldade. ''A auto-estima melhora e a criança fica mais motivada quando percebe que consegue acompanhar as aulas e os outros colegas'', disse.

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