Um balanço da PRF (Polícia Rodoviária Federal) mostra que a Lei Seca já rendeu mais de 38 mil autuações a motoristas infratores no Paraná desde em que a legislação começou a vigorar, em 2008. No primeiro ano de fiscalização, foram 643 notificações, contra 2.206 (2009); 4.371 (2010); 3.260 (2011); 4.005 (2012); 5.393 (2013); 4.635 (2014); 4.463 (2015); 3.607 (2016); 3.958 (2017) e 1.629 nos primeiros seis meses de 2018.

Imagem ilustrativa da imagem Em 10 anos, 38 mil motoristas foram autuados pela Lei Seca no Paraná
| Foto: Arquivo/Agência Brasil


Segundo o chefe da Polícia Rodoviária Federal na região de Londrina, Marcos Pierre, o maior número de flagrantes envolvendo motoristas que misturam álcool e direção acontece no perímetro urbano das rodovias, como a avenida Brasília, trecho da BR-369 conhecido dos londrinenses. "A incidência ocorre a partir de sexta-feira e prossegue até a manhã de domingo. Mesmo com o reforço na fiscalização, muitos condutores insistem em oferecer perigo aos pedestres", comentou.

Na última ExpoLondrina, por exemplo, onde a PRF dispunha de um posto avançado, várias pessoas foram multadas por estarem alcoolizadas. "Como a rodovia corta a cidade, muitos saem de bares e festas e nem tem ideia do risco que estão correndo", afirmou Pierre.

Avaliação

Um estudo - conduzido pelo Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES) e divulgado no ano passado - aponta que, entre 2008 e 2016, a Lei Seca teria evitado a morte de quase 41 mil pessoas.

Comparativamente, equivale a evitar a queda de mais de 80 aviões Boeings 747. "Agregando o valor estatístico da vida, corrigido para 2016 pelo IGP-DI ((Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna), a economia brasileira teria evitado uma perda de produto de R$ 74,5 bilhões a preços de 2016", registra o estudo.

O levantamento tomou como base estatísticas do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele mostrou ainda que, embora tenha havido aumento de 7% no número de acidentes em 2016 na comparação com 2013, houve 35 mil mortes a menos.

Segundo o levantamento, os óbitos se mantêm estáveis com tendência de queda desde 2008, o que sugere a ocorrência de acidentes menos graves a partir da aprovação da Lei Seca.

Para o CPES, os acidentes de trânsito são apontados como um das principais causas de invalidez e mortes precoces no Brasil, e a Lei Seca surgiu da necessidade de impor penalidades mais severas para as infrações no trânsito com o intuito de dar respostas a esses índices.

(com informações da Agência Brasil)

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